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Igreja Batista vira patrimônio material e imaterial de Alagoas

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Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió. Foto: Arquivo pessoal

Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió se destaca pelo trabalho de combate ao racismo e violência contra a mulher. A igreja foi excluída da Convenção Batista Brasileira em 2016

Assembleia Legislativa de Alagoas reconheceu a Igreja Batista do Pinheiro, em Maceió como Patrimônio Material e Imaterial do Estado. Com seus cultos realizados aos domingos, a igreja segue viva no bairro, que se tornou fantasma por conta da desocupação de imóveis provocada pelo afundamento do solo na região.

Em abril deste ano, a igreja solicitou o tombamento do templo religioso como patrimônio histórico e mostrou representações dos movimentos sociais da cidade. À época, os representantes criaram um abaixo-assinado virtual, como instrumento de pressão pelo pleito. A petição tinha a meta de 500 assinaturas.

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O pastor Wellington Santos comemora o reconhecimento de patrimônio imaterial e ressalta a luta da igreja para combater o preconceito e a disseminação do ódio.

“Temos muita história para guardar na memória, principalmente a luta que a gente vem travando pelos direitos da mulher, contra a LGBTfobia, contra o racismo. É possível ser igreja e lutar para ser algo além de um discurso. As pessoas vão lembrar que houve uma igreja evangélica que disse não ao ódio”, ressaltou o pastor.

Resistência

A igreja foi a primeira na cidade a fechar por causa da pandemia e a última a abrir. No mês de julho deste ano, os cultos voltaram de forma presencial, mas as transmissões pela internet continuaram. O pastor Wellington Santos conta como tem sido esse trabalho de resistência dentro do Pinheiro.

“Não tem sido fácil, mas estamos aqui seguindo com os trabalhos. Não dá para ter culto à noite, por exemplo, as pessoas se sentem muito inseguras. O bairro está completamente desocupado, um cemitério, mas seguimos aqui lutando e resistindo até o fim”, diz o pastor da IBP.

Exclusão da CBB

A Igreja foi excluída da Convenção Batista Brasileira (CBB) em 2016 por realiza o batismo de homossexuais. Ato passou a ser praticado pela após uma assembleia extraordinária que contou com a maioria dos votos dos membros. Decisão levou a exclusão da CBB, que alegou na época, que a igreja feria a constituição da Convenção e da Palavra de Deus.

“A diretoria da CBB entende que a Igreja Batista do Pinheiro tem seu direito à autonomia (…), mas ao tomar isoladamente esta decisão, desconsiderou o espírito cooperativo e participante entre as igrejas batistas e expôs a denominação diante de uma situação desconfortável perante à mídia como se agora os batistas aceitassem livremente como membros de suas igrejas pessoas homoafetivas”, diz trecho da declaração.

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